sexta-feira, 28 de maio de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010


un según domingo porteño

terça-feira, 20 de abril de 2010

un primer domingo porteño

sexta-feira, 16 de abril de 2010

el chico francés (y atrasado) que no pude conocer

se ocurió que mi hermana es amiga de él.
se lo pasó mi mail, pues que estabamos bajando en la misma ruta,
no entanto...

cuando llegó en garopaba, llegamos en porto alegre,
cuando llegó en porto alegre, llegamos en chuy,
cuando llegó en chuy, llegamos en punta del diablo,
cuando llegó en punta, llegamos en cabo polonio,
cuando llegó en cabo polonio, llegamos en montevideo.
talvez nos encontrássemos em bsas, pero
"siempre hubo un nunca":

hola!

Aqui é a pimavera, o sol, as flores e bastante calor. To em Besançon na França desde 2 dias. Pouco a pouco vejo os meus amigos; amanha vou ver a minha familia. Bronzeadinho, com alegria, energia e varios projectos profesionais e de viagens!

O regresso foi longe. Parti de Poloni na segunda dias as 14h e tomei um voo em BsAs 48 h mas tarde. O ônibus de montevideo esteve com 2 h atrasado... e cheguei na França durante uma greve dos transportes...

Algum dia nos encontramos!!!!!!!

Aproveite seu viagem, suerte

Beijos,
Cyril

quarta-feira, 14 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mejor es levantarse

Si no puedes dormir levántate y navega.
Si aún no sabes morir sigue aprendiendo a amar.
La madrugada no cierra tu mundo: afuera hay estrellas,
hospitales, enormes maquinarias que no duermen.
Afuera están tu sopa, el almacén que nutre tus sentidos,
el viento de tu ciudad. Levántate y enciende
las turbinas de tu alma, no te canses de caminar
por todas partes, anota las últimas inmundicias
que le quedaron a tu tierra, pues todo se transforma
y ya no tendrás ojos para el terror abolido.

Levántate y multiplica las ventanas, escupe en el rostro
de los incrédulos: para ellos todo verdor no es más que
herrumbe.
Dispara tu lengua de vencedor, no solo esperes la mesa
tranquila
mientras en otros sitios del mundo chillan los asesinos.

Si no puedes soñar golpea los baúles polvorientos.
Si aún no sabes vivir no enseñes a vivir en vano.
Tritura la realidad, rómpete los zapatos auscultando las
calles,
no des limosnas. Levántate y ayuda al mundo a despertar.


- Fayad Jamis

quinta-feira, 1 de abril de 2010

chuy

al sur el radio sueñando "la programación del proximo finde"
ao norte, "o seu cabelo nao nega a mulata"
y no meio, portuñol.

(y cada qual con su cuia)
Cada dia desperto mais e mais ao sul a um sol diferente
eu dispo as camisas de meus peitos inflados, aprecio-lhes o cheiro de leite e tabaco o cheiro de um abraço por demais prolongado, o cheiro das meias gastas no tempo que tomou-me o caminho
eu me lavo e volto a vesti-las
Todo dia mais ao sul evidenciam-se os sinais da casa grande
não as maneiras da casa grande, mas o seu perfil isolado
da aurora invadindo-lhe incontinenti os flancos, do silêncio horizontal
do calor despertando seus aromas e sabores, do calor fazendo mexer o corpo mole e de seus aromas e sabores
que invadem habilmente os troncos, que destroçam intenções fraternas
que rescendem a esse abraço antigo, ao sangue que escorre das largas janelas.

Quanto mais ao sul, deitada com o gosto dos cigarros úmidos
quanto durmo de ouvidos colados à terra
oiço os barulhos das quedas de outras mulheres, barulhos de cabaças curtidas à noite, dos utensílios cristais de âmbar surgindo, da memória imensa papilar das barrigas crescidas com carne de boi;
Quanto
mais reta a estrada mais espaçadas as reses as almas idas
mais o chão da casa grande, o seu vazio de couro, a merda fresca couro e tabaco trançados, o tecido a madeira a renda triste os cheiros tremem na planície que se estende ao grande sul do mar de morros, planície de longas tábuas corridas,
infinita, fugitiva, leito de saudosas neblinas,
rima de amor ao frio

Quanto ao sul, pressinto
ditada num sotaque marcial a história de uma vingança fracassada, esquecida,
reles e cômica à mulher que sonha.

domingo, 28 de março de 2010

domingo, 21 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

Por que este caminho e não outro? Aonde leva para nos atrair desta forma? Que árvores e amigos estão vivos atrás do horizonte dessas pedras, no distante milagre do calor? Viemos até aqui porque onde estávamos não era mais possível. Éramos atormentados a ponto de ser escravos. Em nossos dias, o mundo é hostil aos Transparentes. Mais uma vez, foi preciso partir... E este caminho, semelhante a um longo esqueleto, nos conduziu a um país que só tinha o próprio sopro para escalar o futuro. Como mostrar sem trair as coisas simples desenhadas entre o crepúsculo e o céu? Pela virtude da vida obstinada, no giro do Tempo artista, entre a morte e a beleza.

-
René Char

quarta-feira, 17 de março de 2010

desenho cego.
não, escrita cega!

(tentar escrever sem tirar a mirada del arededor)

por um curto intervalo de tempo retornara à Amazônia:
ali, igual, sentada sobre um barco no leito do Tapajós;
não fosse pelos mares de morros (revestidos de matas
tipicamente fechadas, atlânticas),enorme costa que sempre
dissipa os ventos que ali fariam as curvas.

olho novamente e o manguezal se converte em florestas submersas
da época de cheias daquele mesmo rio equatorial de águas paradas.
rio e mangue são sempre espelhos.
verdes bem cuidados assim o são,
no sul ou no norte.

onde há peixe e madeira, há barco.
quem faz barco também faz rabeca.
faz-se a festa.